terça-feira, 25 de setembro de 2012

E-mail, mais um gênero para ensinar à garotada

E-mail, mais um gênero para ensinar à garotada


Tal como as cartas e bilhetes, as mensagens trocadas via internet precisam ser exploradas em sala de aula. Além de analisar as características delas, é importante estimular os alunos a escrevê-las


Encaminhar os estudantes a participar de atividades da vida social que têm a ver com ler e escrever é a base do bom trabalho de produção de texto. Para isso, é fundamental que eles trabalhem com biografias, artigos, poesias, receitas, notícias, contos, fábulas, cartas, bilhetes, e-mails...

A mensagem eletrônica também deve ser estudada na escola porque faz parte do rol dos gêneros escritos, tal como os outros tipos de texto, de acordo com a definição do filósofo russo Mikhail Bakthin (1895-1975). Segundo ele, todo gênero envolve um tema (ou seja, um conteúdo que lhe é característico), um estilo (que é o tom do discurso) e uma forma composicional (organização e estrutura do texto). E mais: um gênero se constitui para atender a demandas de comunicação e expressão próprias de situações típicas de determinada esfera de atividades, pública ou privada.

Por ser um tipo textual novo, é normal que algumas pessoas questionem se o e-mail é realmente um gênero, ainda que preencha os requisitos do conceito de Bakthin. "Vivemos num mundo que muda cada vez mais rápido, e a língua não pode deixar de acompanhar esse ritmo", diz Maria Cristina Zelmanovits, pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo.

Na escola, há muito o que ser explorado. É necessário planejar aulas para esmiuçar as características marcantes e trabalhar a fundo o potencial de comunicação das mensagens eletrônicas. Afinal, elas podem ser usadas para convidar, notificar, solicitar, comprar, denunciar, relatar e noticiar, entre uma infinidade de possibilidades. "Os alunos precisam aprender a fazer bom uso da comunicação virtual, e para isso o professor deve ensinar o e-mail da mesma forma que a carta e o bilhete, por exemplo", explica Cristhiane de Souza, assessora técnico-pedagógica do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Exemplos de trocas de e-mails
Exemplo 1

Em 30 de julho de 2012 15:56, joão pedro zocatele escreveu*:

Camila,
Minhas férias foram muito boas, eu fui para o parque nacional da serra dos órgãos em Teresópolis. Eu conheci várias cachoeiras e riachos, foi uma caminhada muito grande mais valeu a pena!!!
Na primeira semana, meus primos foram lá em casa, mas como estava chovendo, nós não pudemos sair para brincar! Mas, na segunda semana de férias minha prima dos Estados Unidos veio para cá e nós fomos no Cremerie para andar de pedalinho!!
Abraços,
Pepeu

Em 30 de julho de 2012 21:33, Camila escreveu:

Pepeu,
O parque de Teresópolis é muito bonito mesmo! Alguns anos atrás eu fui lá com a minha família, mas não fiz caminhada não, só fiquei lá no início mesmo.
Quanto tempo vocês caminharam?
Encontrou algum animal durante o passeio?
Com quem você foi?
Conte mais sobre essa experiência!

Beijos,
Camila
Exemplo 2

Em 30 de julho de 2012 14:40, manuela befi escreveu:

Camila,
Minha férias foram ótimas!!
Terça fui para a casa da Haiane e Johanna, e acabei dormindo lá!! No dia seguinte quarta, brincamos muito, mas as 4 horas da tarde o transformador do poste estourou!! observação: (o portão de la é elétrico)! Fui embora de la às 7 horas.
Na segunda-feira da segunda semana de férias fui para Búzios. Quando chegamos lá, fomos direto para a casa da minha tia Alice. Depois fomos a praia junto com minha prima de 1 ano!
No dia seguinte terça-feira acordamos cedo e fomos para a praia!! FOI MUITO SHOW!!! Nós fomos la no fundão!! Lá tinha cada onda maneira.
Quinta-feira fiquei em casa brincando com meu irmão!! Sábado fui para a casa da Laura. Domingo aproveitei para descansar!
Beijos e abraços Manuela

Em 30 de julho de 2012 20:40, Camila escreveu:

Manu,
Nossa!!!!!!!!!!!!!! Suas férias foram uma delícia!
Você aproveitou bastante todos os momentos e acredito que nem tenha ficado chateada quando acabou a luz na casa da sua colega né? rs
Você sabe nadar bem? Quem te levou lá pro "fundão" na praia?
Adorei saber como foram suas férias... As minhas foram boas também, mas não consegui aproveitar tanto como você.
Beijoes
Camila

Em 30 de julho de 2012 21:00, manuela befi escreveu:

Eu sei nadar sim nado desde 5 anos e meu pai me levou no fundão. Que bom que gostou,
bjs Manu!
Atividade de escrita de e-mails com propósito real

Você pode até pensar que os alunos conhecem o mundo tecnológico mais que você e que ao apresentar o e-mail vai chover no molhado. Considere, porém, que nem sempre eles usam essa ferramenta da maneira mais adequada. A professora Camila de Almeida Loureiro Ribeiro descobriu exatamente isso ao conversar com os estudantes do 5º ano do Sesi de Petrópolis, em Petrópolis, a 65 quilômetros do Rio de Janeiro.

Para eles, as mensagens eletrônicas serviam apenas para se comunicar com os amigos da classe, de forma semelhante ao que é feito por meio das redes sociais. Ninguém soube apontar outros usos, como enviar uma solicitação aos gestores da escola ou se corresponder com parentes distantes. A turma foi então desafiada a explorar os diferentes propósitos desse tipo de comunicação, e Camila ressaltou que o tom do texto pode ser mais ou menos formal, a depender do destinatário escolhido.

Outra etapa importante do trabalho foi a comparação com gêneros semelhantes. Para iniciar a discussão, Camila questionou quais instrumentos de comunicação pedem que identifiquemos quem vai receber a mensagem. Rapidamente as crianças mencionaram as cartas e os bilhetes. A educadora pediu então que elas discorressem sobre as diferenças entre os três. Uma atitude relevante, segundo Leila da Silva, também assessora técnico-pedagógica do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. "Apesar de todos servirem para contar algo a alguém, opinar, sugerir ou lembrar, a delimitação do assunto e a agilidade de tempo de chegada ao destinatário são características distintas entre esses gêneros."

Depois de muita conversa e análise de bons exemplos, Camila instruiu os alunos a criar endereços pessoais e também ela abriu uma conta. Era chegada a hora de produzir. As crianças escreveram para os colegas e para a professora sobre diversos assuntos - tudo previamente combinado como tarefa de casa. Antes do início das férias de julho, ficou acertado com os estudantes que eles trocariam e-mails com ela sobre os dias longe da escola logo que voltassem às aulas (leia exemplos na próxima página).

Durante a atividade, Camila reforçou a comparação com as cartas e os bilhetes, mencionando que o modo de apresentação da informação varia (no e-mail, por exemplo, é possível anexar elementos ao texto, como fotos e vídeos, e há um campo para explicitar o assunto que será abordado), bem como a estrutura (entre outras questões, além do destinatário principal, é possível incluir outros, em cópia ou em cópia oculta).

É claro que o relato sobre as férias pedido à criançada do Sesi de Petrópolis poderia ter sido feito oralmente. Mas, ao cuidar do contexto de produção, esclarecendo para quem os alunos escreveriam e com qual finalidade, a professora garantiu um propósito claro à atividade. Mais do que isso, assegurou o cumprimento de uma das funções sociais do e-mail: contar a um colega sobre um momento de lazer, passeio ou viagem.

É interessante considerar que explorar as mensagens eletrônicas pode ser uma boa oportunidade para estabelecer uma parceria com os profissionais da sala de informática. E isso não tem a ver simplesmente com programar a ida da turma até o ambiente. Na EMEF Jardim Mitsutani I - Jornalista Paulo Patarra, em São Paulo, o professor de Informática José Rosemberg fez um trabalho paralelo às aulas de Língua Portuguesa sobre a diferença entre os e-mails e as mensagens instantâneas. "Foi interessante instigar as crianças do 5º ano a pensar quando faz sentido usar abreviações, por exemplo. Elas concluíram que termos como vc (você) e tb (também) têm mais razão de ser quando empregados em mensagens rápidas. A leitura e as respostas são imediatas, o que pede agilidade na escrita. Já nos e-mails, elas não são tão necessárias", diz. Boa forma de refletir sobre essas novas formas de comunicação, sem desconsiderar a norma culta da língua.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Passeio Cultural - Cidade de Goiás (CeANM)

Eram quatro e meia da manhã (leia-se madrugada para alguns) do dia 25 de abril, quando chegou o primeiro aluno. E depois outro e outros. O motivo de tamanha ansiedade e saudável expectativa era o passeio cultural do Colégio Adventista do Novo mundo a Cidade de Goiás. A interdisciplinaridade entre as disciplinas de história e literatura, coordenadas respectivamente pelos professores Geniscley Tavares e Sarah Bertolli, partiu da necessidade de contextualizar o conhecimento, apresentando-o de uma forma mais interessante, prazerosa e concreta aos alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio. Afinal, estudar a história de Goiás com suas particularidades culturais, literárias e de formação do homem e da sociedade na terra do pequi é mais bem assimilada ao subir e descer as infinitas ladeiras de nossa primeira capital.
O clima (exterior e interior) era de sorriso largo e amizade. O entusiasmo foi geral ao chegarmos ao nosso destino. O guia Rafael, que já nos aguardava, conduziu-nos ao Museu das Bandeiras, onde a introdução ao estudo ocorreu em um ambiente misterioso e cenário de atrocidades em séculos passados: uma cadeia para escravos, a primeira “sala” visitada do Museu. Os olhares atentos dos alunos e o silêncio reinante demonstravam que até o ar quente e úmido daquele dia tornariam o passeio inesquecível.
Após conhecermos mais sobre os pioneiros goianos e os fatos marcantes de nossas primeiras décadas, registramos através de câmeras fotográficas e da vontade de aprender as peças originais de séculos XVII e XVIII ali expostas, os instrumentos de tortura, os objetos da cultura indígena, o mobiliário de cada cômodo da casa do “senhor”; e para além de apenas vermos, refletimos: sobre a questão antropocêntrica e suas consequências em tempos coloniais e pós-modernos, a segregação em classes sociais e como as nossas raízes regadas em sangue fez brotar em nós preconceitos que em plano edênico não existiam.
Em seguida, caminhamos (observados pelas janelas indiscretas e intrigantemente gêmeas) até a Casa de Cora Coralina, museu-moradia da famosa poetisa e doutora honoris causa pela Universidade Federal de Goiás. Antes de vasculharmos com o olhar cada canto de inspiração dos versos simples e significativos da famosa ex-doceira, visitamos a igreja da Boa Morte e conhecemos (através do guia Rafael) suas lendas.
Bebemos água da fonte (do saber, principalmente), sentimos o cheiro da história de verdade, compreendemos as inquietações literárias da doce senhora e ainda saboreamos picolés de fruta do ancião nativo da região, e depois conhecemos o Palácio, o qual recebe uma vez por ano a família do governador, já que a Cidade de Goiás volta a ser (neste período simbolicamente curto) a capital do estado. Os retratos na parede (bustos pincelados de antigos governadores) nos indicavam como há riqueza no saber concreto, no ver e no sentir para uma absorção efetiva do conhecimento. Os pratos pintados a mão, a arquitetura, a fonte tão bela – protagonista do quintal palaciano – são recortes que permanecerão em nossa lembrança.
Após muito suor, risadas e ladeiras, aproveitamos o restante do dia no maravilhoso Balneário Santo Antônio, onde nos servimos de típica comida caseira, conhecemos melhor nossos amigos, conversamos, brincamos, caminhamos, nadamos e desfrutamos as belezas naturais do lugar, pinceladas ainda mais perfeitas e instigantes do nosso Criador.
Sim, aprendemos muito. E voltamos satisfeitos e com vontade de “quero mais”.
O estudo foi realmente de troca de saberes, de forma horizontal e significativa. Os professores Geniscley e Sarah e o vice-diretor Douglas (que também coordenou o passeio) também aprenderam, também ensinaram... Porque na vida, afinal, todos somos alunos.
E encerramos com poema da consagrada Cora, coração de Goiás, para que sempre recordemos esses momentos singulares:
“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

De Jesus, que veio lá de Nazaré.

Amigos, segue abaixo apenas um pequeno texto-desabafo sobre a questão da mídia (especificamente das redes sociais e seu uso inadequado) e dos jovens. Produzi para um culto JA que participei ontem. Feliz Semana! Abraços...

"Tu vês muitas cousas, mas não as observa, ainda que tenhas os ouvidos abertos, nada ouves". (Isaías 42:20)

De Jesus, que veio lá de Nazaré
Por Sarah Suzane Bertolli
A pós-modernidade afundou o ser humano. E a era tecnológica tornou míope o mundo, agora incapaz de concentrar-se no essencial, tão ocupado está em assuntos periféricos midiatizados pelas redes sociais, compartilhados pelos amigos virtuais (muitos dos quais nunca se abraçaram, oraram ou choraram juntos). Se o evangelho foi disseminado e os fiéis multiplicados como nunca dantes, quão pouco a era facebookiana conseguiu alcançar a profundidade dessa fé, formar cristãos que de fato honrem o nome que lhe envolvem.
Veríssimo já apontou o emburrecimento provocado pelo "circo humano" - o BBB, a fascinação diabólica dos telespectadores pelas orgias, bebedeiras, glutonarias e outros pecados é algo que nos faz compreender os índices medíocres do Brasil em testes como o de PISA, que avalia o nível de leitura dos estudantes!
E tantos são os adventistas do sétimo dia que acostumam o seu olhar em tais programas e tornam-se incapazes de ler a palavra de Deus, de ouvir a Sua voz, de manter uma conversa produtiva e pura...
Não, Deus não afrouxou seus princípios, não deslocou seus valores. É a igreja de Laodicéia que será vomitada pela sua mornidão espiritual. Guarde seus olhos da podridão deste mundo para que desejes o Céu todos os dias e o alcance. Revele sua identidade cristã através do seu falar, da modéstia do seu vestir, de seu sorrir, pensar e das postagens nas redes sociais.
Em tempos de BBB, da falácia de celebridades tão fúteis (e que pregam nocivas ideologias), de Luiza que veio lá do Canadá, de crimes e impunidades; não podemos nos esquecer de JESUS, que veio lá de Nazaré. Sim, Ele é seu amigo real - que te abraça, ora e chora com você!

Interpretação de poemas

Objetivos
- Compreender o papel das rimas e jogos de palavras na construção dos sentidos do poema.
- Interpretar poemas, levando em consideração os efeitos gerados pelas palavras.

Conteúdo
- Leitura de poemas.

Ano
6º ano.

Tempo estimado
4 aulas.

Material necessário
- Lápis de cor;
- Aparelho de som;
- CD "A arca de Noé", de Vinícius de Moraes (disponível em abr.io/download-musica);
- Letras das músicas "A casa", "O mosquito", "O Pato" e "As Abelhinhas" (abr.io/musicas);
- Cópia dos poemas "A Farmácia", de Pedro Bandeira (abr.io/a-farmacia), e "A Caminhada", de Sidônio Muralha (abr.io/a-caminhada)

Desenvolvimento

1ª etapaDistribua entre os alunos as cópias dos poemas "A Farmácia" e "A caminhada". Nessa etapa, o objetivo é chamar a atenção do aluno para dois aspectos da rima: a construção do ritmo de leitura e o jogo de palavras.
Leia os dois poemas e pergunte qual dos dois permite uma leitura mais marcada e o que possibilita isso. Em seguida, peça que os alunos identifiquem, com lápis colorido, as palavras que rimam entre si. Logo após, abra uma discussão sobre o jogo de palavras de alguns versos, tais como: "Nessa mata ninguém mata" (a palavra "mata" tem o mesmo sentido nesse verso?), "com duas patas de pata" (qual a diferença entre "patas" e "pata").
Pergunte aos alunos sobre a relação do título do poema com o verso "pata acolá, pata aqui". Leve-os a perceber o jogo que o poeta faz com a palavra "patinha", que ora é o membro inferior do animal ("seguida de dez patinhas" - 2ª estrofe) e ora é o diminutivo feminino de pato ("e cada patinha tem" - 3ª estrofe).

2ª etapa
Nessa etapa, o objetivo é levar o aluno a perceber, com clareza, como a rima e os jogos de palavras contribuem para a construção do sentido com base no ritmo que impõem à música.
Distribua a cópia da letra da música "O Pato". Antes de colocá-la para tocar, pergunte quem já a conhece e permita que eles leiam a letra da música. Após a audição, divida os alunos em dois grupos para que façam uma leitura - isso vai deixar claro para eles a marcação rítmica.
Discuta o comportamento do pato e as suas consequências. Logo após, pergunte à turma: será que o ritmo do poema tem algo a ver com o pato e com o seu fim? Peça aos alunos que destaquem as rimas da primeira estrofe. Pergunte que efeito essa rima imprime na primeira estrofe (eles devem concluir que as palavras reproduzem o ritmo do andar do pato).
Em seguida, peça aos alunos que marquem, com lápis de cor, as demais rimas do poema. Coloque a música mais uma vez e peça aos alunos que percebem como Vinícius de Moraes (1913-1980) muda o tom e o ritmo da voz para indicar a sequência de erros do pato (a causa) e seu final na panela (a consequência). Eles devem concluir que as rimas construíram um ritmo que mostra o andar do pato e sua sequência de erros. Faça um registro da conclusão no quadro.
3ª etapa
Exponha no quadro a letra da música "A Casa". Explique aos alunos que a atividade consiste em desconstruir as rimas. Cante a música com os alunos, peça que eles destaquem as rimas e abra uma breve discussão sobre os sentidos possíveis do poema: é uma casa real? Seria um poema para adultos ou para crianças? Peça para eles justificarem a escolha com base nas palavras usadas pelo autor.
Após essa discussão, comece a reescrita do poema, retirando as rimas (por exemplo, substituindo "nada" por "parede": era uma casa muito engraçada - não tinha teto, não tinha parede). Feita toda a reescrita, peça que os alunos cantem novamente e pergunte-lhes qual o impacto da troca das palavras na sonoridade.

4ª etapa
Nessa fase, o objetivo é colocar o aluno em uma situação concreta de produção e de intepretação da rima. Exponha no quadro a letra da música "A Casa". Explique para os alunos que será feita, coletivamente, uma versão para a música com outro objeto, por exemplo, uma faca. Esclareça que devem manter o ritmo e as rimas da música original. Assim, caso a versão seja "A Faca", o início ficará como no exemplo abaixo:

A Faca
Era uma faca
Sempre amolada
Cortava tudo
Ficava nada

Essa atividade é um bom momento para trabalhar a consciência rítmica e a escolha lexical para a construção da rima. A questão é mostrar ao aluno que não é só rimar, mas selecionar palavras que se harmonizem em som e sentido à proposta do poema. Terminada a versão, divida a turma em duplas e peça que façam outra versão da mesma música, mas com outro objeto. Em seguida, peça para cada dupla cantar ou declamar.

Avaliação
Distribua entre os alunos os poemas "O Mosquito" e "As Abelhinhas" e peça que façam uma análise levanto em consideração os efeitos gerados pelas rimas e pela escolha das palavras. O que se espera do aluno é que :

- Relacione o ritmo imposto pelas rimas aos sentidos do poema;
- Explique - com trechos do poema - os efeitos gerados pelas rimas;
- Identifique expressões e jogo de palavras que contribuam para a construção dos sentidos do poema.

Consultoria
Glaucio Ramos, professor da EM São Cristovão, em Recife.
Fonte: Revista Nova Escola

quinta-feira, 15 de março de 2012

SOBRE LIVROS, AMORES E O QUE VALE A PENA.

SOBRE LIVROS, AMORES E O QUE VALE A PENA.
Por Sarah Suzane Bertolli
O rapaz recita poemas para sua namorada. É amor que flui de seus olhos apaixonados e a emoção hiperbólica é plena nas palavras daquele poeta que parece conhecer seu sentimento, sua história ou, como diria Fernando Pessoa, sua dor. A mãe insone pega o livrinho na estante e o bebê é acalentado pelas palavras da leitura de ninar. É amor que pulsa dentro dela ao contemplar o sorriso inocente de seu pequeno, os olhinhos dele a se encantar com aquele mundo de ideias e sons descobertos.Cenas tão típicas e singelas que sofremos ao saber que um dia serão transformadas. Enquanto a sociedade pós-moderna desestruturou a família, fragilizou o sentimento, mercantilizou a escola e banalizou a religião; a tecnologia encurtou as fronteiras, conheceu o espaço sideral, salvou vidas e inventou inúmeros apetrechos que repentinamente passaram a ser considerados imprescindíveis para a (sobre)vivência – um desses foi o livro digital, engenhoca da era “billgatteana” que promete melhorar (?), popularizar(?) e facilitar(?) o acesso à leitura. O computador revolucionou a lista de prioridades do ser humano: se antes as pessoas liam à luz de seus abajures antes de dormir, hoje ninguém consegue ir para cama sem antes checar e-mails, blogs, sites de relacionamento e, é claro, bater um papinho com os amigos pelo Messenger. (JVc naum pode se alienar do mundo,neah?affs...rsrsrs) Os dias hoje não parecem ter 24 horas, o ano passa tão depressa que já não há tempo para as coisas realmente importantes: conversar na porta de casa com a família, planejar um piquenique, colher flores, ver estrelas, pensar em Deus e falar com Ele ou ler um bom livro, saboreando as palavras sem a ansiedade que impera em nossas vidas e nos escraviza em nossa própria masmorra de desorganização temporal. Aristóteles, filósofo grego e estudioso de literatura, afirma que esta possui quatro funções: cognitiva (ao lermos, aprendemos algo), estética (satisfação do belo), catártica (significa purificação, identificação com a obra) e engajada (denúncia dos problemas sociais). Nestes últimos tempos, a arte em palavras parece perder seus objetivos de emocionar e provocar, de fazer com que reflitamos, conheçamos e nos tornemos mais sábios. Culpa da tecnologia? Do Bill Gates? Da Apple? Do Facebook? Do livro digital? Não. Nós, seres humanos, é que perdemos o encanto pela leitura e aqui estamos estagnados nesta geração tão preocupada com fones de ouvido, celulares, fast-foods, jogos de computador e adquirir dinheiro fácil. O que mudou (infelizmente) foram os valores prioritários, o conceito de felicidade, do que realmente é importante. Ler é fundamental para o crescimento não apenas cognitivo, mas também pessoal, espiritual (a Bíblia é fonte de renovação da vida) e afetivo. O ato de pegar um livro e sentar à sombra de uma árvore para ali, em paz e em harmonia com a natureza, desfrutar da leitura, é visto com estranheza pela maioria da população. Estranho é saber que essas atitudes tão singelas estão extintas e dão lugar a um comportamento ansioso, em um mundo no qual inclusive a prática de leitura é não incentivada e desmoralizada. Porém, Monteiro Lobato tem mesmo razão ao declarar que “um país se faz com homens e livros” – sejam eles digitais ou não, a mensagem é bem clara: o importante é ler. Mesmo assim é preciso ressaltar que bem mais simples e tão poético (e mais barato...) é folhear as páginas de um livro, ter em mãos o poder de sorrateiramente se deixar levar pela curiosidade e adiantar o final da história, reler trechos marcantes, sentir o cheiro da obra, a textura, tocar as anotações de antigos leitores... Ah, será mesmo que esse livro digital veio para destronar os livros DE VERDADE?? Mesmo que tente essa usurpação (quanta ousadia!), isso pode demorar anos, décadas e mesmo assim, seu acesso será para a parte elitizada da sociedade. Mas, chegando de frufrus nostálgicos, é essencial ressaltar: ler é o mais importante - e ler a Bíblia, o Livro dos livros - é de suprema dádiva a todos. Isso é amor. Isso é viver. Afinal, o dia permanece com 24 horas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Lixo não reclicável



LIXO NÃO RECILÁVEL
Walny Brito

“Um homem sábio sente fome da verdade, mas os tolos alimentam a sua alma com verdadeiro lixo.” Provérbios
15:15

A reflexão a seguir está
centrada na palavra “lixo”. Se
pensarmos bem é considerável a quantidade de lixo literário encontrado em bancas e livrarias por aí afora. Mas
nada tem maior preocupação do que o lixo
televisivo, devido ao seu acesso instantâneo, através da mídia nacional, à
mente das pessoas.
A televisão brasileira
comporta uma enorme quantidade de lixo não cultural, corrosivo e sem
possibilidade de reciclagem, pois entranha no meio popular e forma o pior tipo
de opinião: aquela distante de qualquer
vestígio de raciocínio e inteligência.
Há quem perca tempo
assistindo a programas “reality-shows”
que apresentam pessoas incautas em busca de fama, com diálogos incoerentes,
inconsequentes e pré-fabricados para serem recitados. Um exemplo incrível é a
quantidade de pessoas que gastam horas diante de um BBB-12 e não se dão conta
de que o comportamento dos participantes interfere no desenvolvimento das
virtudes e dos valores cristãos. Além do mais, o programa empobrece o espírito
dos telespectadores podendo levá-los à falência moral. As cenas de imoralidade
sexual podem induzir crianças e jovens adultos aos pecados que a Bíblia chama
de fornicação e adultério.
E as novelas... Os
escritores buscam incutir nos telespectadores seu ponto de vista no que diz
respeito ao comportamento humano, retratando a prostituição, o engodo, a
mentira, a ganância, o egoísmo e diversos outros pecados , como simplesmente um
fator social plenamente justificável. Os
personagens homossexuais da ficção são retratados
como pessoas sofridas e que devem vencer as batalhas contra o preconceito.
Chegou-se um ponto de que a não
aceitação ao homossexualismo é crime.
Os programas de humor são
autênticos “besteiróis” margeando o ridículo, com piadas ultrapassadas e sem
graça. Apelam para o “quase-nu” de personagens femininas e criações bizarras, para
manter o Ibope.
E o que dizer do programa “Esquenta”?
Sem comentários. É um programa sem nenhuma aplicação funcional na aquisição de
valores cristãos. Os programas de auditório são dirigidos por apresentadores
com um alcance de visão limitado e comentários irrelevantes de situações do
cotidiano. São apenas passatempos que
nada acrescentam.
Não é pra menos que Salomão chama de tolos os que absorvem esses lixos.
Embora
haja o conhecimento da importância da televisão como meio de comunicação (ainda
mais agora com o canal 51 – o Canal da Esperança), deve-se pesar ser ela a grande vilã e
causadora da maioria dos males da sociedade moderna. Basta um controle remoto
massageado pelas mãos para ver a violência, o sexo, as drogas, o mercantilismo
desenfreado, e o tempo precioso sendo consumido por diversos lixos.
Oxalá os cristãos “reciclassem” seus gostos e dessem mais
importância à leitura de bons livros, estar com os amigos ou reunir a família
simplesmente para conversar.

O verbo, o poder e a oração.


Agradecemos a professora Walny Brito por mais uma produtiva colaboração ao blog!! Deus permaneça te iluminando! Se você também deseja contribuir, envie-nos um e-mail com sua proposta, texto ou projeto! Vamos crescer juntos!

O verbo, o poder e a oração
Walny Brito (fevereiro de 2012)

Você já parou um pouquinho
para pensar qual a principal morfologia da língua portuguesa? Se não, quero
apresentar-lhe o verbo. Segundo os
dicionaristas, verbo é sinônimo de “palavra”, “voz”, “entonação”, “expressão da
existência de pessoa, animal ou coisas”, “poder
de ação”. Aula de gramática? Não, é apenas uma reflexão. Veja.
Na criação do mundo, Deus
usou o verbo como principal elemento
linguístico. Ele disse: “Haja luz!” E houve luz. Que poder verbal imperativo!
Foi através do poder da palavra que todas as
coisas vieram a existir. Após o uso dos verbos de ação, o Criador empregou verbos que expressavam os resultados magníficos da criação: “Eis
que tudo era muito bom”. Com
certeza, tudo ficou bom, muitas
coisas ainda continuam boas,
e certamente na recriação tudo permanecerá
fantástico!
Se você analisar, “verbo” é a essência da divindade. “No princípio Ele era o Verbo (ou Palavra). E o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.
O Verbo se fez carne e habitou entre
nós (Jesus).” S. João 1: 1,2,14 .
Somente o Verbo tem soberania,
direito de agir e poder de ação.
Todas as ações
- quer divina ou humana - estão em torno do “poder”.
Deus pode realizar todas as coisas
porque Ele é Poder e dEle emana poder.
O poder de Deus é inerente a Ele, ou seja, está, por natureza,
inseparavelmente ligado. É absoluto, eterno e imutável.
O poder do homem é alienado,
cedido ou transferido. Paulo tinha ciência dessa condição quando disse “tudo posso, mas nAquele que me fortalece”.
Deus é quem dá o poder e o livre arbítrio para as ações humanas. O querer e o
realizar do homem é, portanto, um dom, uma dádiva, um presente de Deus.
Quando penso no verbo poder empregado nas preces, sempre fico
reflexiva. Acredito na sinceridade daqueles que oram, mas incomoda-me muito
quando alguém o faz duvidando do poder de
Deus. Como!? Quantos usam reiteradas vezes em suas orações
a expressão: “Que Deus (ou Senhor ou
Jesus) possa!”. Esta expressão tem o verbo poder no subjuntivo, o que indica dúvida em relação aos fatos.
Imagine na oração: “que o Senhor
possa estar presente, que o Senhor possa abençoar, que o Senhor possa curar, que o Senhor possa enviar o Seu Espírito.” Por que
expressar-se dessa forma sendo que tudo
Ele pode? Que tal dizer “Senhor abençoe..., Senhor cure... e etc., apenas
deixando que a Sua vontade seja feita”?
Os heróis da fé jamais
usavam expressões duvidosas nas orações.
Davi no Salmo 23 diz: “Refrigera-me a alma, guia-me pela vereda da justiça”. E
finaliza com fé: “Certamente a bondade e a misericórdia do Senhor me seguirão
todos os dias”.
Eles empregavam os verbos no imperativo, não
com intenção de dar ordens a Deus, mas suplicando as responsivas de um Deus
misericordioso. Observe o uso
marcante do imperativo não apenas nos Salmos, como também nos cânticos e hinos
congregacionais dos nossos dias. Eles não deixam de ser belas petições imperativas.
Não se deve temer o uso dos
imperativos, contanto que a vontade do Senhor seja aceita como a melhor resposta para as orações. E lembre-se. De Deus não se duvida.
“Senhor, neste sábado,
abençoe-nos e nos guarde. Faça resplandecer Seu rosto sobre cada um de nós.
Tenha misericórdia das nossas fraquezas e nos dê a Sua paz.”