terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vida Maria - trailer



Estimados,


Segue o trailer de Vida Maria, um vídeo que veio da dica e ideia borbulhante (para ser trabalhado em sala de aula) do meu amigo-professor-pernambucano Flávio Menezes (educador adventista!). O vídeo na íntegra está disponível no youtube...


Lembrei de Geraldi e Cagliari e suas defesas da educação como instrumento (também) de ascenção social (e para algumas camadas/ nichos é o único caminho possível para esse fim.)


Apreciem!


Abraços,


Sarah.

ENCONTRO DE CAPACITAÇÃO CONTINUADA DE LÍNGUA PORTUGUESA: IDEIAS BORBULHANTES E EDUCADORES MAIS PREPARADOS.

A Educação Adventista é conhecida por seu ensino de excelência, sua proposta pedagógica diferenciada, norteada pela missão de promover, através da educação cristã e dos princípios bíblicos, o desenvolvimento integral do educando. No dia 27 de outubro, a educação adventista em Goiás avançou mais um degrau nessa busca que compreende, nas premissas de nossa Pedagogia, a visão de nosso sistema educacional: trata-se do Encontro de Capacitação Continuada para professores de Língua Portuguesa, ocorrido na sede da Associação Brasil Central e que tem por objetivo maior reunir todos os educadores do campo para que, através de debates, dinâmicas, dicas de projetos e sequências didáticas, estudo de teorias linguísticas e oração, estes possam refletir sobre sua prática docente – algo que vai para além de uma profissão qualquer e envolve uma responsabilidade dada por Deus de ajudar crianças e jovens a se prepararem para o Céu e serem sujeitos úteis nessa Terra.
Os professores e professoras de língua portuguesa de Goiás (inclusive o grupo do IABC) iniciaram suas atividades pedindo as bênçãos de Deus – Aquele que nos capacita integralmente – e depois explanaram durante toda manhã questões relativas a teorias da linguagem inovadoras, que partem do texto para extração de análises, reflexões, comparações, contextualizações, tematizações, enunciações e textualizações. O enfoque na união teoria e prática, possibilitou ao professor aprender mais sobre confecção de projetos, elaboração de atividades e gerou a enriquecedora troca de experiências. As ideias borbulhavam!
A Capacitação Continuada oportuniza ao professor o prosseguimento (tão necessário) de sua formação. Neste dia, além dos educadores de nossos colégios da capital e da região, estiveram conosco a Coordenadora Geral da União Centro-Oeste Brasileira (UCOB) Profa. Eleni Wordell e a Coordenadora Geral da Associação Brasil Central (ABC) Profa. Geiza Pedrosa, que constribuíram de forma significativa nas discussões. Neste ano de grande desenvolvimento na área de língua materna na ABC, temos o privilégio de sermos orientados pela Profa. Ms. Eliane Hosokawa, autora de livros didáticos da Casa Publicadora Brasileira e capacitadora da UCOB, que promove uma formação aos Multiplicadores*, os quais tem a responsabilidade de conduzir a capacitação em seu campo – além de encontros presenciais, os professores são auxiliados por e-mail e através do Blog ABC Ideias Borbulhantes – espaço de construção dos saberes linguísticos. Na ABC, cabe a Profa. Sarah Suzane Bertolli desenvolver este compromisso. O ponto alto da reunião envolveu a participação de todos os professores em um estudo e exposição de teorias da linguagem e sua aplicação em sugestões de atividades que contemplem diversos gêneros textuais. A Profa. Eleni apresentou uma parte sobre a análise do gênero Crônica e no encerramento a Profa. Edna Eulália (CAJE) apresentou seu projeto “Receitas e Sabores”.
Professores motivados e repleto de ideias, atualizados, inspirados, impulsionados a fazer mais e melhor... E quem ganha com esse investimento primordial? O sujeito da aprendizagem – o aluno, aquele que já não é um mero receptor de conhecimento, mas é compreendido em suas necessidades e aprende (com esse educador de excelência) a arte da leitura fruição, da reflexão e ação social, da percepção que pode fazer diferente e melhor – a si mesmo e ao mundo em que vivemos. É a Educação Adventista em Goiás crescendo e ampliando seus horizontes – inclusive em se tratando de nossa língua. E que borbulhem as ideias! Ninguém pode conter a chama, o calor de um professor apaixonado pelo que faz.
"A obrigação da escola não é levar o saber, mas levar o gosto e a ideia do saber." (Tolstói)

*Trata-se do capacitador do campo.

Leitura Crítica de Notícia - Nova Escola

PLANO DE AULA - REVISTA NOVA ESCOLA
(mais uma ideia borbulhante)
Objetivo
Identificar recursos usados na construção de um ponto de vista em notícia.

Conteúdo
Leitura de texto da esfera jornalística (notícia).

Anos 7.º e 8.º

Tempo estimado
Duas aulas.
Materiais necessários
- Equipamento para projeção de vídeo "Propaganda da Folha de S. Paulo".
- Cópias da notícia "Mais twitter, menos tradição", publicada no jornal Folha de S. Paulo de 9 de maio de 2011, no caderno Folhateen.

Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual: Alunos com deficiência intelectual costumam ter dificuldades para trabalhar com a abstração. Por isso, é importante oferecer exemplos que possam ser relacionados a situações do cotidiano, para que eles compreendam as diferenças entre um discurso e outro. Na primeira etapa, peça que o aluno conte uma história (um acontecimento do dia, trivial) e que outro colega reconte o mesmo fato, para facilitar a comparação.
Os exemplos também podem ser fornecidos por escrito, comparando-se duas notícias sobre um mesmo assunto. Se julgar necessário, antecipe a notícia que será analisada a partir da segunda etapa. O estímulo visual e a organização do quadro de personagens da reportagem ajuda na compreensão do aluno com deficiência intelectual. Ele, inclusive, pode ser o responsável por escrever as ideias da turma (e as próprias opiniões, compartilhadas com a sala), no quadro – para que tenha um papel protagonista e participe ativamente da análise.
É importante que ele perceba que há diferentes maneiras para se relatar um mesmo fato. Conte sempre com a ajuda do profissional do AEE para reforçar aprendizagens necessárias ao desenvolvimento do aluno no contraturno.

Desenvolvimento
1ª etapa
Para abordar a percepção do senso comum sobre a relação entre notícia e verdade, apresente para a turma o vídeo que mostra a propaganda de um jornal, produzida no final dos anos 1980. Pergunte para os alunos o que ela sugere a respeito da divulgação de informação.
Instigue a moçada a refletir sobre os procedimentos que eles próprios põem em prática quando precisam relatar episódios desagradáveis em que se envolveram e não podem (ou não querem) mentir a respeito deles. Veja se eles reconhecem como expedientes comuns nesses casos a escolha de palavras e omissão de detalhes, por exemplo.
Então, proponha a seguinte questão: mesmo que um episódio não envolva temas delicados, que precisem ser disfarçados, eles são contados da mesma forma por pessoas diferentes? Encaminhe a discussão de modo a indicar que a influência do ponto de vista é inevitável nos relatos, mas que há diferentes graus de subjetividade.

2ª etapa
Apresente a notícia "Mais twitter, menos tradição", publicada no caderno Folhateen do jornal Folha de S. Paulo, e convide os alunos a analisar como o ponto de vista se manifesta no caso desse texto. Primeiramente, certifique-se de que todos conhecem o caderno e seu público provável, pois a imagem que o enunciador tem do suposto leitor influencia as escolhas que são feitas.
Em seguida, peça que os estudantes leiam apenas os títulos e os olhos (frases em destaque) da notícia e que falem o que essa sequência de informações os leva a supor sobre o conteúdo da reportagem. Associe a leitura rápida que acabaram de fazer ao comportamento típico do leitor de jornal. Lembre a moçada de que a leitura convencional do jornal é mais apressada, diferente da que ocorre quando ele é lido na sala de aula. Solicite que expliquem o motivo da pressa.

Proponha como reflexão: quem produz jornal tem consciência disso? Quem produz jornal pode criar títulos e frases em destaque com base nisso? As escolhas de títulos e frases em destaque, motivadas pela consciência dessa atitude do leitor, comprometeriam a imparcialidade da notícia?

3ª etapa
Aborde as escolhas lexicais e a modalização do discurso. Apresente as questões abaixo para promover a discussão:
a) Nos dois primeiros parágrafos do texto, que palavras associam o ritual a um sacrifício?
b) Compare estas frases: "Trata-se de um dos rituais de iniciação na vida adulta" e "Trata-se de apenas um dos dolorosos rituais de iniciação na vida adulta" (frase original). Que ponto de vista se cria com o uso das palavras destacadas? Ele é comprovado no texto? Por meio de quais dados?
c) Que ideia sobre o assunto esses recursos ajudam o leitor a criar?
d) A palavra "agora" (empregada no segundo parágrafo) refere-se a qual ação dos índios? Verifique se a turma aponta que o termo deixa implícita a noção de que "antes" isso não acontecia. Questione que circunstância da vida dos indígenas possibilitou essa mudança.
e) Que outras escolhas lexicais, ao longo do texto, dão pistas importantes sobre o ponto de vista assumido? Elas podem estar na fala dos entrevistados.

4ª etapa
Passe à análise das pessoas ouvidas. Solicite aos alunos que identifiquem quem são e que digam se elas representam posições variadas dentro do assunto. Discuta com a turma: quando concederam entrevista, essas pessoas provavelmente falaram apenas o que está citado? Fale um pouco sobre a necessidade de se fazer recortes e sobre como isso influencia a visão que esses depoimentos geraram em quem lê. Para facilitar, desenhe na lousa um quadro como o que segue abaixo e complete com os dados levantados pela turma.

Entrevistado
Identidade
Ideia ressaltada no depoimento
Mutuá
indígena, 13 anos

Kumaré Ikpeng
líder indígena

Sofia Madeira
antropóloga, doutoranda

Sofia Mendonça
médica, antropóloga

Indague sobre os verbos dicendi (admitir, argumentar e dizer) associados às falas e o caráter que eles dão ao que é citado. Auxilie a turma a concluir sobre o ponto de vista que se cria com esse uso.5ª etapaDestaque o uso do conectivo porém, empregado três vezes no texto. Peça que os alunos relacionem as ideias que ele opõe em cada caso e oriente-os a indicar qual delas fica ressaltada. Se necessário, exemplifique com as frases: "Fulano é um bom jogador, mas é violento" e "Fulano é violento, mas é um bom jogador".6ª etapaReúna os elementos analisados: ideias ressaltadas nos títulos e frases em destaque na reportagem, escolhas lexicais, vozes presentes, ideias marcadas e avalie com a turma que ponto de vista transparece sobre a nova realidade dos jovens indígenas.
Pergunte sobre a visão pessoal que os estudantes têm sobre esse ponto de vista. Converse sobre como a presença de uma posição é inerente a todo texto e que o leitor pode, lendo fontes diversas, construir a sua.
Reforce que, para isso, ele precisa ler criticamente.Avaliação Analise as constatações dos alunos ao longo da discussão sobre essa notícia. Proponha outras notícias para que eles realizem análises pessoais e verifique se o trabalho dirigido a recursos específicos proporcionou estratégias de leitura aos estudantes.

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Consultoria: Mirella CletoProfessora de Ensino Fundamental e Médio, co-autora de livros didáticos.

LINK: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/leitura-critica-noticia-639060.shtml