
Agradecemos a professora Walny Brito por mais uma produtiva colaboração ao blog!! Deus permaneça te iluminando! Se você também deseja contribuir, envie-nos um e-mail com sua proposta, texto ou projeto! Vamos crescer juntos!
O verbo, o poder e a oração
Walny Brito (fevereiro de 2012)
Você já parou um pouquinho
para pensar qual a principal morfologia da língua portuguesa? Se não, quero
apresentar-lhe o verbo. Segundo os
dicionaristas, verbo é sinônimo de “palavra”, “voz”, “entonação”, “expressão da
existência de pessoa, animal ou coisas”, “poder
de ação”. Aula de gramática? Não, é apenas uma reflexão. Veja.
Na criação do mundo, Deus
usou o verbo como principal elemento
linguístico. Ele disse: “Haja luz!” E houve luz. Que poder verbal imperativo!
Foi através do poder da palavra que todas as
coisas vieram a existir. Após o uso dos verbos de ação, o Criador empregou verbos que expressavam os resultados magníficos da criação: “Eis
que tudo era muito bom”. Com
certeza, tudo ficou bom, muitas
coisas ainda continuam boas,
e certamente na recriação tudo permanecerá
fantástico!
Se você analisar, “verbo” é a essência da divindade. “No princípio Ele era o Verbo (ou Palavra). E o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.
O Verbo se fez carne e habitou entre
nós (Jesus).” S. João 1: 1,2,14 .
Somente o Verbo tem soberania,
direito de agir e poder de ação.
Todas as ações
- quer divina ou humana - estão em torno do “poder”.
Deus pode realizar todas as coisas
porque Ele é Poder e dEle emana poder.
O poder de Deus é inerente a Ele, ou seja, está, por natureza,
inseparavelmente ligado. É absoluto, eterno e imutável.
O poder do homem é alienado,
cedido ou transferido. Paulo tinha ciência dessa condição quando disse “tudo posso, mas nAquele que me fortalece”.
Deus é quem dá o poder e o livre arbítrio para as ações humanas. O querer e o
realizar do homem é, portanto, um dom, uma dádiva, um presente de Deus.
Quando penso no verbo poder empregado nas preces, sempre fico
reflexiva. Acredito na sinceridade daqueles que oram, mas incomoda-me muito
quando alguém o faz duvidando do poder de
Deus. Como!? Quantos usam reiteradas vezes em suas orações
a expressão: “Que Deus (ou Senhor ou
Jesus) possa!”. Esta expressão tem o verbo poder no subjuntivo, o que indica dúvida em relação aos fatos.
Imagine na oração: “que o Senhor
possa estar presente, que o Senhor possa abençoar, que o Senhor possa curar, que o Senhor possa enviar o Seu Espírito.” Por que
expressar-se dessa forma sendo que tudo
Ele pode? Que tal dizer “Senhor abençoe..., Senhor cure... e etc., apenas
deixando que a Sua vontade seja feita”?
Os heróis da fé jamais
usavam expressões duvidosas nas orações.
Davi no Salmo 23 diz: “Refrigera-me a alma, guia-me pela vereda da justiça”. E
finaliza com fé: “Certamente a bondade e a misericórdia do Senhor me seguirão
todos os dias”.
Eles empregavam os verbos no imperativo, não
com intenção de dar ordens a Deus, mas suplicando as responsivas de um Deus
misericordioso. Observe o uso
marcante do imperativo não apenas nos Salmos, como também nos cânticos e hinos
congregacionais dos nossos dias. Eles não deixam de ser belas petições imperativas.
Não se deve temer o uso dos
imperativos, contanto que a vontade do Senhor seja aceita como a melhor resposta para as orações. E lembre-se. De Deus não se duvida.
“Senhor, neste sábado,
abençoe-nos e nos guarde. Faça resplandecer Seu rosto sobre cada um de nós.
Tenha misericórdia das nossas fraquezas e nos dê a Sua paz.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário