quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PROJETO REDESCOBRINDO O FOLCLORE BRASILEIRO [Professora Laysla - EADA]







Projeto: Redescobrindo o folclore brasileiro
Escola Adventista de Anápolis
Professoras: Laysla e Lilane
Público alvo: 6° ano e 7° ano

Apresentação:
Esse projeto visou trabalhar de forma significativa o folclore brasileiro, para isso os anos do sexto e sétimo ano apresentaram teatros, fizeram leituras e pesquisas.

Justificativa:
O folclore é um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Entendemos que essas manifestações culturais devem ser preservadas, pois fazem parte da nossa identidade cultural.

Objetivos:- Valorizar as manifestações culturais;- Estimular a ampliar a linguagem oral;
Procedimentos metodológicos:
O projeto envolveu os alunos do sexto e sétimo ano, dentro das disciplinas de língua portuguesa e artes. Coube aos alunos do sexto ano trazerem objetos representativos do folclore e pesquisarem parlendas e trava-línguas para apresentarem aos colegas.
Os alunos do sétimo ano organizaram as apresentações das lendas, várias lendas foram lidas em sala de aula e discutidas. Cada aluno escolheu a lenda que mais lhe chamou a atenção para conta-lá aos colegas, alguns alunos organizaram duas apresentações culturais, teatros: Negrinho do Pastoreio e A lenda da Vitória-Régia.
O tema do folclore foi trabalho nas aulas de língua portuguesa e artes através de pesquisas, desenhos, pinturas e leituras.
Para finalizar o projeto, as outras turmas foram convidadas para assistir as apresentações das lendas, paralendas e trava-línguas, e contemplarem o mini-museu do folclore montado pelo sexto ano.

Avaliação:
A participação dos alunos foi excelente, eles se envolveram no trabalho, participaram com muita alegria e responsabilidade.
NOTA: Parabenizamos a Professora Layla pelo empenho e dedicação neste projeto! Que sirva de inspiração para todos nós!!! E sigam o exemplo dela... Enviem-me seus projetos para que possamos divulgar!!
Abraços:)

domingo, 10 de outubro de 2010

PROJETO PLEBISCITO NO CAJE [Profa. Walny Brito]











PLEBISCITO NO CAJE!

Com o objetivo de trabalhar o poder da argumentação, a professora Walny Brito, língua portuguesa, organizou no dia 24 de setembro de 2010, um plebiscito sobre o projeto de lei que proíbe as palmadas em crianças.

Os alunos da 2ª. Série do Ensino Médio dividiram-se em dois partidos: defendendo a Lei, Brenda 17, líder do PCP – Partido Contra a Palmada. Em oposição à Lei, Giullya 15, líder do PPE – Partido da Palmada Educativa. As duas candidatas, com o apoio dos seus militantes, apresentaram uma belíssima campanha em defesa de suas teses. Com argumentos contundentes e estratégias de persuasão, foram em busca de votos. Distribuíram “santinhos”, entrevistaram professores, alunos e funcionários, e usaram diversos meios visuais e auditivos para angariar votos. Na capela do Colégio, após o discurso oficial de cada candidata, os alunos tiveram o privilégio de realizar seu voto em uma cabine eleitoral com urna informatizada. O resultado foi divulgado na hora do recreio pelo diretor do Colégio, prof. Ozéias Batista. Venceu, com 73% dos votos, a candidata Giullya. Participaram dos votos 155 eleitores. Destes, houve 152 votos válidos, 2 votos nulos e apenas 1 voto em branco.


Acreditamos ter sido o projeto um sucesso! Parabenizamos todos os participantes. Nossos alunos devem ser conscientizados da necessidade de uma política limpa e da luta em prol de um país mais justo.

NOTA: O Blog ABC Ideias Borbulhantes parabeniza a professora Walny pelo excelente projeto e divulgação do mesmo!!! Aguardamos os projetos de outros professores!

Que Deus permaneça na vida de todos nós!

:) Na fotos estão a Profa. Walny e as alunas Brenda e Giullya.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ler e Refletir




Queridos professores,


Os textos abaixo para leitura e reflexão foram uma sugestão da professora Márcia, do Colégio Goianiense Adventista (CGA). Agradecemos sua preciosa contribuição.....


Vamos comentar!!!


Abraços,


Sarah.






O ballet da ortografia
Leon Eliachar



Às vezes quero dizer que saí e mandam botar acento no "i", porque se tirar o acento, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me de ditongos, em hiatos, em dissílabos e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma infância cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo dançar com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe dançar. E quem sabe dançar fica cansado, com "s", pois só analfabeto se cança com "ç". Buzina é com "z", mas quem pode me garantir que se eu businar com "s" ninguém vai ouvir? Caçar é com "ç", mas também tem cassar com "ss" - mas isso se explica: caça-se um bicho e cassa-se um documento. Só não se pode cassar o documento de um sujeito que esteja caçando sem documento. Que a língua portuguesa tem seus truques, lá isso tem: o próprio truque, com "que" é uma adaptação do "truc" francês, provando que o truque brasileiro tem um certo "q". Mas isso não impede que o balé brasileiro seja dançado em francês, pois a palavra "ballet" impressionava mais, tanto que a usei no título. Mas vamos deixar isso pra lá que é falando que a gente se entende e não escrevendo.
(ELIACHAR, Leon. O Homem ao Cubo)






Depois do jantar

Carlos Drummond de Andrade



Também, que idéia a sua: andar a pé, margeando a Lagoa Rodrigo de Freitas, depois do jantar.O vulto caminhava em sua direção, chegou bem perto, estacou à sua frente. Decerto ia pedir-lhe um auxílio.


— Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um?


— Não fumo, respondeu o outro.


Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo, consultou o relógio:— 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa.


— Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio.


— Como?


— Já disse. Vai passando o relógio.


— Mas ...


— Quer que eu mesmo tire? Pode machucar.


— Não. Eu tiro sozinho. Quer dizer... Estou meio sem jeito. Essa fivelinha enguiça quando menos se espera. Por favor, me ajude.O outro ajudou, a pulseira não era mesmo fácil de desatar. Afinal, o relógio mudou de dono.


— Agora posso continuar?


— Continuar o quê?


— O passeio. Eu estava passeando, não viu?


— Vi, sim. Espera um pouco.


— Esperar o quê?


— Passa a carteira.


— Mas...


— Quer que eu também ajude a tirar? Você não faz nada sozinho, nessa idade?


— Não é isso. Eu pensava que o relógio fosse bastante. Não é um relógio qualquer, veja bem. Coisa fina. Ainda não acabei de pagar...


— E eu com isso? Então vou deixar o serviço pela metade


_Bom, eu tiro a carteira. Mas vamos fazer um trato.


— Diga.


— Tou com dois mil cruzeiros. Lhe dou mil e fico com mil.


— Engraçadinho, hem? Desde quando o assaltante reparte com o assaltado o produto do assalto?


— Mas você não se identificou como assaltante. Como é que eu podia saber?


— É que eu não gosto de assustar. Sou contra isso de encostar o metal na testa do cara. Sou civilizado, manja?


— Por isso mesmo que é civilizado, você podia rachar comigo o dinheiro. Ele me faz falta, palavra de honra.


— Pera aí. Se você acha que é preciso mostrar revólver, eu mostro.


— Não precisa, não precisa.


— Essa de rachar o legume... Pensa um pouco, amizade. Você está querendo me assaltar, e diz isso com a maior cara-de-pau.


— Eu, assaltar?! Se o dinheiro é meu, então estou assaltando a mim mesmo.


— Calma. Não baralha mais as coisas. Sou eu o assaltante, não sou?


— Claro.


— Você, o assaltado. Certo?


— Confere.


— Então deixa de poesia e passa pra cá os dois mil. Se é que são só dois mil.


— Acha que eu minto? Olha aqui as quatro notas de quinhentos. Veja se tem mais dinheiro na carteira. Se achar uma nota de 10, de cinco cruzeiros, de um, tudo é seu. Quando eu confundi você com um, mendigo (desculpe, não reparei bem) e disse que não tinha trocado, é porque não tinha trocado mesmo.


— Tá bom, não se discute.— Vamos, procure nos... nos escaninhos.— Sei lá o que é isso. Também não gosto de mexer nos guardados dos outros. Você me passa a carteira, ela fica sendo minha, aí eu mexo nela à vontade.


— Deixe ao menos tirar os documentos?


— Deixo. Pode até ficar com a carteira. Eu não coleciono. Mas rachar com você, isso de jeito nenhum. É contra as regras


_Nem uma de quinhentos? Uma só.


— Nada. O mais que eu posso fazer é dar dinheiro pro ônibus. Mas nem isso você precisa. Pela pinta se vê que mora perto.


— Nem eu ia aceitar dinheiro de você.


— Orgulhoso, hem? Fique sabendo que tenho ajudado muita gente neste mundo. Bom, tudo legal. Até outra vez. Mas antes, uma lembrancinha.Sacou da arma e deu-lhe um tiro no pé.



Texto extraído do livro "Os dias lindos", Livraria José Olympio Editora — Rio de Janeiro, 1977, pág. 54.

domingo, 27 de junho de 2010

Ler para Escrever


Ler para escrever


Bons leitores são bons escritores? Nem sempre.Para enfrentar o desafio da escrita, é preciso investigar as soluções de autores reconhecidos


Rodrigo Ratier - Revista Nova Escola (abril/2009)


Todo mundo já ouviu (e provavelmente também já repetiu) a noção de que, para escrever bem, é preciso ler bem. À primeira vista, parece um princípio básico e indiscutível do ensino da Língua Portuguesa. Tanto que a opção de nove entre dez professores tem sido propor aos alunos a tarefa. Ler muito, ler de tudo, na esperança de que os textos automaticamente melhorem de qualidade. E, muitas vezes, a garotada de fato devora página atrás de página, mas - pense um pouco no exemplo de sua classe - a tal evolução simplesmente não aparece. Por que será?


Antes de mais nada, ninguém aqui vai defender que não se deva dar livros às crianças. A leitura diária é, sim, uma necessidade para o letramento. Mas ler para escrever bem exige outra pergunta: de qual leitura estamos falando? Para fazer avançar a escrita, a prática não pode ser um ato descompromissado, sem foco. Pelo contrário: exige intenção e um encadeamento bem definido de atividades, que tenham como principal objetivo mostrar como redigir textos específicos. "A leitura para escrever é um momento especial, que coloca os estudantes numa posição de leitor diferente da que usualmente ocupam. Afinal, a tarefa deles será encontrar aspectos do texto que auxiliem a resolver seus próprios problemas de escrita", afirma Débora Rana, psicóloga e formadora de professores do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

É um trabalho que destaca a forma - estamos falando de intenção comunicativa e estilo, portanto -, tema relacionado a inquietações que tiram o sono de muitos docentes: por que as composições dos alunos têm tão poucas linhas? Por que eles não conseguem transmitir emoção ou humor? Por que as descrições de lugares e personagens não trazem detalhes?

Trechos de contos trazem ótimas sugestões para os textos A ideia do trabalho é analisar os efeitos e o impacto que cada obra causa em quem as lê. Sensações, claro, são subjetivas, variando de pessoa para pessoa. Mas, quando lê diversos textos bons, com expressões e características recorrentes, a turma consegue, pouco a pouco, entender que é a linguagem que gera os tais efeitos que tanto nos comovem ou divertem. Nesse sentido, o conto, um dos tipos de texto mais usuais nas classes de 3º a 5º ano, oferece excelentes recursos para enriquecer produções de gêneros literários. Cabe ao professor, no papel de leitor mais experiente, compartilhar com a turma as principais preciosidades, iluminando onde está o "ouro" de cada obra. Abaixo, listamos alguns dos principais pontos a ser observados e trabalhados nos textos da garotada. Também elencamos exemplos de como os contos podem ajudar a melhorá-los.


Linguagem e expressões características de cada gênero.

Cada tipo de texto tem uma forma específica de dizer determinadas coisas. "Era uma vez", por exemplo, é certamente a forma mais tradicional de dar início a um conto de fadas (note que ela não seria adequada para uma composição informativa ou instrucional). Além de colaborar para que a turma identifique essas construções, a leitura de contos clássicos pode municiá-la de alternativas para fugir do lugar-comum. O Príncipe-Rã ou Henrique de Ferro, na versão dos Irmãos Grimm, começa assim: "Num tempo que já se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de filhas, todas lindas".


Descrição psicológica.

Trazendo elementos importantes para a compreensão da trama, a explicitação de intenções e estados mentais ajuda a construir as imagens de cada um dos personagens, aproximando-os ou afastando-os do leitor. Em O Soldadinho de Chumbo, Hans Christian Andersen desvela em poucas linhas os traços da personalidade tímida, amorosa e respeitosa do protagonista: "O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado: ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder contemplá-la".


Descrição de cenários.

O detalhamento do ambiente em que se passa a ação é importante não apenas para trazer o leitor "para dentro" do texto mas também para, dependendo da intenção do autor, transmitir uma atmosfera de mistério, medo, alegria, encantamento etc. Em O Patinho Feio, Andersen retrata a tranquilidade do ninho das aves: "Um cantinho bem protegido no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos".


Ritmo.

É possível controlar a velocidade da história usando expressões que indiquem a intensidade da passagem do tempo ("vagarosamente", "após longa espera", "de repente", "num estalo" etc.). Outros recursos mais sofisticados são recorrer a flashbacks ou divagações dos personagens (para retardar a história) ou enfileirar uma ação atrás da outra (para acelerar). Charles Perrault combina construções temporais e encadeamento de fatos para gerar um clima agitado e tenso neste trecho de Chapeuzinho Vermelho: "O lobo lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama".


Caracterização dos personagens.

Mais do que apelar para a descrição do tipo lista ("era feio, medroso e mal-humorado"), feita geralmente por um narrador que não participa da ação, que tal incentivar a garotada a explorar diálogos para mostrar os principais traços dos personagens? Nesse aspecto, a pontuação e o uso preciso de verbos declarativos e de marcas da oralidade exercem papel fundamental. Neste trecho de Rumpelstichen, os Irmãos Grimm dão voz à protagonista para que ela se lamente:

"- Ah! - respondeu a moça entre soluços. - O rei me mandou fiar toda esta palha de ouro. Não sei como fazer isso!"


Para terminar, um último e imprescindível lembrete: você pode ter colocado a turma para ler e ter direcionado adequadamente a atividade para melhorar a qualidade dos textos, mas o trabalho não para por aí. Nada disso adianta se o estudante não tiver a oportunidade - mais até, a obrigação - de pôr o conhecimento em prática. Ainda que a leitura seja essencial para impulsionar a escrita, não se desenvolve o comportamento de escritor sem enfrentar, na pele, os complexos desafios do escrever.

Política de Formação de Leitores (Nova Escola)


Política de formação de leitores


Programas federais se articulam para distribuir livros e favorecer a criação de bibliotecas, salas e cantinhos de leitura nas escolas. A formação de professores faz parte das metas: é preciso saber ensinar o prazer da leitura


Roberta Bencini - Revista Nova Escola - dezembro de 2005


Qual o professor que não sonha com um amplo acervo de livros em sua escola para dinamizar as aulas e incentivar a leitura dos alunos? Mas como aproveitar ao máximo a biblioteca e fazer dela um lugar de interesse contínuo para a garotada? Na biblioteca da Escola Municipal Manuel Fiel Filho, em Diadema (SP), que atende crianças até 6 anos, há livros, jornais, gibis, revistas e filmes em vídeo e DVD. Além disso, o espaço dispõe de computadores com acesso à internet, um tablado para representar os personagens das histórias lidas, uma arena para discussões e bate-papos, mesas e cadeiras para atividades de pintura, desenho e escultura.


De nada adiantaria tudo isso, no entanto, se não existisse um professor capacitado para manter o espaço vivo e fazer a ponte entre o projeto pedagógico da escola e a biblioteca. Esse novo profissional no mercado é o infoeducador ou o professor de biblioteca. "Meu papel é multiplicar os conhecimentos e ajudar os alunos e os professores na exploração adequada do ambiente. O estímulo à leitura deve começar bem cedo, articulado com um sólido projeto pedagógico", explica Mara Silva Ramos. Para Edmir Perrotti, professor de biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP) e consultor do Ministério da Educação (MEC), os alunos que têm acesso a várias informações e linguagens oral, audiovisual, escrita e digital desenvolvem com maior facilidade a leitura e a escrita. "Informação, cultura e conhecimento precisam estar presentes na escola. A idéia é que as bibliotecas sirvam como porta de entrada desse importante circuito para alunos, pais, professores e comunidade", explica o consultor. O projeto das estações de conhecimento, como Perrotti denomina essas superbibliotecas, está sendo implantado em 140 escolas municipais de São Bernardo do Campo, 71 de Diadema e 12 de Jaguariúna, todas em São Paulo. A prefeitura da capital paulista está estudando implantar o modelo em 1503 escolas e 313 creches. Em 2006, o MEC pretende espalhar a experiência para outros estados do Brasil e estabelecer uma rede de leitura.


ALFABETIZAÇÃO COM HISTÓRIAS INFANTIS

Vários programas de incentivo à leitura estão sendo estudados e implantados pelo MEC desde o início de 2005. As ações foram definidas depois de uma série de encontros regionais, que promoveram, por exemplo, a avaliação do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). A partir deste ano, as escolas passaram a escolher o acervo de livros de literatura enviado pelo MEC. O projeto inovou ao selecionar obras literárias disponíveis no mercado e destiná-las para uso coletivo nas escolas. Os acervos apresentam vários gêneros de texto, como poesia, parlenda, cantiga, conto, teatro, crônica e romance. Até o início do ano que vem, todas as escolas terão recebido as obras, que foram escolhidas em setembro. Maria Gonçalves de Oliveira, da Escola Municipal Professora Júlia Kubitschek de Oliveira, em Contagem (MG), é uma das 900 professoras capacitadas pela Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica programa voltado para melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem dos alunos, em parceria com prefeituras e universidades. Ela aprendeu no programa oferecido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a alfabetizar com livros de literatura. "Faz 30 anos que dou aulas para turmas de 1ª a 4ª série e nunca tive um resultado tão bom como agora. Os livros de histórias infantis são os melhores materiais de que dispomos para ensinar a ler e escrever com prazer", conta a professora. Nas aulas de Maria, os livros consagrados têm o mesmo peso que os produzidos pelas crianças. Elas aprendem a escrever o próprio nome ao mesmo tempo em que escrevem uma pequena obra. "Uma das principais dificuldades dos professores é estabelecer uma rotina de leitura. Aprender a ler com a entonação certa e o uso de gestos e expressões faciais ajuda a criar o clima e envolver as crianças na história e merece destaque na formação. O professor também precisa desenvolver a sua oralidade e expressão", explica Antônio Augusto Gomes Batista, coordenador do módulo alfabetização e linguagem do curso oferecido na UFMG. Há mais ações do MEC. O critério de seleção e distribuição de dicionários para as escolas públicas foi modificado. Em 2006, os alunos de 1ª a 4ª série vão ter acesso a dicionários adequados à sua faixa etária e à série em que estão matriculados, e os professores receberão orientações de como utilizar o material. "Uma criança que está aprendendo a ler e escrever não pode recorrer ao mesmo dicionário que um aluno que está terminando a 8ª série", afirma Jeanete Beauchamp, diretora de políticas de Educação Infantil e Ensino Fudamental da Secretaria de Educação Básica do MEC. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e o Programa Nacional do Livro do Ensino Médio (PNLEM) fazem parte desse pacote. O primeiro é o maior programa de distribuição gratuita de livros do mundo. O segundo está beneficiando, pela primeira vez, 1,3 milhão de alunos com livros didáticos de Língua Portuguesa e Matemática.


PROFESSOR-LEITOR, ALUNOS-LEITORES

Projetos de leitura são prioridade em Pernambuco. Na capital, já foram capacitados 130 professores para o cargo de professor de biblioteca. "Queremos criar essa categoria, que se diferencia do bibliotecário. O professor tem um olhar pedagógico dos ambientes de leitura da escola, enquanto o outro profissional tem uma visão técnica. O objetivo é que os dois trabalhem juntos para otimizar o espaço", explica Carmen Bezerra Bandeira, gerente de bibliotecas e formação de leitores da prefeitura. A formação de professores da rede municipal de educação de Olinda acontece na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em oficinas de centros populares. "O professor que gosta de ler cria estratégias eficientes de estímulo à leitura", explica Ester Calland de Sousa Rosa, professora do Centro de Educação da UFPE. A especialista adverte: a leitura é ao mesmo tempo um meio de buscar informações e de prazer. Mais do que instrumento para ensinar os conteúdos das disciplinas curriculares, ela é competência fundamental para inserir pais, professores e alunos na cultura letrada. A professora Carla Barroca não tinha se dado conta disso até participar de um curso oferecido pela secretaria municipal de Educação de Olinda no Centro de Cultura Luiz Freire. O novo conhecimento mudou tanto o olhar e a prática da professora em sala de aula que hoje ela é uma das formadoras do centro onde estudou. "Eu me descobri leitora depois de participar de cursos de formação. Hoje multiplico a paixão pelos livros com os colegas." O primeiro passo na capacitação é derrubar o mito de que os professores não lêem. "Eles lêem, sim, mas não uma literatura considerada ideal, como os clássicos. Descobri que muitos professores participaram de rodas de leitura de cordel no interior do estado, mas tinham preconceito com o gênero e não valorizavam essa leitura", conta Ester, da UFPE. Por isso, os cursos priorizam a sensibilização e a história individual de cada participante. Porteiros, merendeiras e faxineiras não ficam de fora do programa. A leitura compartilhada é outra estratégia utilizada na formação. Os professores escolhem uma obra para ler em voz alta e discutir. Essa roda, como acontece com os alunos, é um momento de desenvolvimento da oralidade e da expressão. O debate de idéias pela literatura permite abordar outras temáticas importantes da educação, como a questão racial e as diferenças entre os gêneros na escola. Faz parte do curso aprender a ler imagens e reconhecer a qualidade de uma obra infanto-juvenil. Ao representar e caracterizar os principais personagens das histórias lidas em grupo, os professores descobrem a riqueza dos enredos, cenários e contextos das obras. "É um momento de aprender a olhar o outro e reconhecer os traços psicológicos de personagens, assim como de colegas e alunos. Trata-se de um importante exercício de leitura do mundo", explica Carla. Para descobrir os programas de incentivo à leitura à disposição de escolas e comunidades, é só entrar em contato com a prefeitura de sua cidade. A escola é o lugar ideal para iniciar rodas de leitura e discussões de literatura. Uma boa idéia é dar o pontapé inicial de programas municipais em sua comunidade escolar!

COMO MONTAR UM CANTINHO DE LEITURA
*Combine com os alunos e os pais o melhor lugar e os materiais necessários para formar o cantinho.

*Para o espaço ficar atraente, pinte com as crianças uma pequena estante ou caixotes de madeira para acomodar os livros.

*Peça às mães para fazer um tapete e almofadas.

*A pequena biblioteca deve ter vários tipos de leitura: revistas, gibis, livros de literatura e de informação.

*Deixe os alunos à vontade para escolher os livros e levá-los para casa aos finais de semana.

*É uma maneira de socializar a leitura com os pais.

*Ensine a garotada a preservar o acervo, mas lembre-se de que o livro é para pegar, brincar e partilhar, por isso deve estar à mão.

*Lugar de livro não é na secretaria da escola!

*Para os bebês, selecione livros de materiais resistentes, como plástico e tecido, e que tenham capa dura.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ATIVIDADE CAPACITAÇÃO CONTINUADA





























Queridos Professores,


Quero parabenizar os professores assíduos em nosso Blog! Vamos continuar crescendo juntos, trocando experiências e aprendendo.


PROPOSTA: Ler o texto "Osarta" de Lygia Bojunga Nunes (abaixo) e confeccionar uma questão de análise linguística OU de interpretação de texto.


PRAZO PARA POSTAGEM: 16 de junho (quarta-feira)






Osarta

A escola pra onde levaram o Pavão
se chamava Escola Osarta do
Pensamento. Bolaram o nome da
escola pra não dar muito na vista.
Mas quem estava interessado no
assunto percebia logo: era só ler
Osarta de trás pra frente.
A Osarta tinha três cursos:
o Curso Papo, o Curso Linha e o
Curso Filtro.
O Curso Papo era isso mesmo:
papo. Batiam papo que só vendo. O Pavão até que gostou; naquele tempo o
pensamento dele era normal, ele gostava de conversar, de ficar sabendo o que é
que os outros achavam, de achar também uma porção de coisas. Só que tinha um
problema: ele não podia achar nada; tinha que ficar quieto escutando o pessoal
falar. Se abria o bico ia de castigo; se pedia pra ir lá fora ia de castigo; se cochilava
( o pessoal falava tanto que dava sono), acordavam ele correndo pra ele ir pro
castigo.
O Pavão então resolveu toda a hora abrir o bico, ir lá fora, cochilar - só pra ficar
de castigo e não ouvir mais o pessoal falar. Não adiantou nada, deram pra falar na
hora do castigo também. E ainda por cima falavam dobrado.
O Pavão era um bicho calmo, tranquilo. Mas com aquele papo todo dia, o dia
todo a todo instante, deu pra ir ficando apavorado. Se assustava à-toa, qualquer barulhinho
e já pulava pra um lado, o coração pra outro. Pegou tique nervoso: suspirava
tremidinho, a toda hora sacudia a última pena do lado esquerdo, cada três quartos de
hora sacudia a penúltima do lado direito.
O Curso Papo era pra isso mesmo: pro aluno ficar com medo de tudo. O pessoal
da Osarta sabia que quanto mais apavorado o aluno ia ficando, mais o pensamento dele
ia atrasando. E então eles martelavam o dia inteiro no ouvido do Pavão:
– Não sai aqui do Curso. Você saindo, você escorrega, você cai, cuidado, hem?
cuidado. Olha, olha, você tá escorregando, tá caindo, não disse?! Você vai ficar a vida
toda pertinho dos teus donos, viu? Nâo fica nunca sozinho. Ficar sozinho é perigoso:
você pensa que tá sozinho mas não está: tem fantasma em volta. Olha o bicho-papão.
Cuidado com a noite. A noite é preta, cuidado.
Inventavam coisas horríveis pra contar da noite. E diziam que se o Pavão não
fizesse tudo que os donos dele queriam, ele ia ter brotoeja, dores de barriga horrorosas,
era até capaz de morrer assado numa fogueira bem grande.
O Pavão cada vez se apavorava mais . Lá pro meio do curso ele pegou um jeito
esquisito de andar: experimentava cada passo que dava, pra ver se não escorregava, se
não caía, se não tinha brotoeja, se não acabava na fogueira. E na hora de falar também
achava que a fala ia cair, escorregar, trancava o bico, o melhor era nem falar. E então as
notas dele começaram a melhorar.
No princípio do curso o Pavão só tirava zero, um, dois no máximo. Mas com o
medo aumentando, as notas foram melhorando: três, quatro, cinco; e teve um dia que
o Pavão teve tanto medo de tanta coisa que acabou ganhando até um sete. (Nota dez
era só pra quando o aluno ficava com medo de pensar. Aí o curso estava completo,
davam diploma e tudo.) No dia que o Pavão ganhou nota sete, de noite ele sonhou. Um
sonho muito bem sonhado, todo em tom amarelo, azul e verde alface. Sonhou que o
pessoal do Curso Papo falava, falava, falava e ele não escutava mais nada: tinha ficado
surdo. Acordou e pensou: taí, o jeito é esse. Foi pra aula. Estavam encerando o
corredor da escola. Pegou um punhado de cera e, com um jeito bem disfarçado, tapou
o ouvido. Daí pra frente o Pavão ficava muito sério olhando o pessoal do Curso
falando, falando, e ele - que bom! - sem poder escutar.
Fizeram tudo. Falaram tanto que ficaram roucos. Um deles chegou até a perder
a voz. Mas não adiantava: o medo do Pavão não aumentava; não se espalhava;
tinha empacado na nota sete e pronto. Resolveram então levar o Pavão pro Curso
Linha.
E o Pavão foi. Com um medo danado de cair. Examinando a perna a toda hora,
pra ver se uma coceirinha que ele estava sentindo já era a tal brotoeja.
Suspirando tremidinho. Sacudindo a última pena e a penúltima também. Mas fora
disso - normal.


NUNES, Lygia Bojunga. A casa da madrinha. Rio de Janeiro: Agir, 1985. p.24-26.

Como usar os gêneros para melhorar a leitura e a escrita


Como usar os gêneros para melhorar a leitura e a escrita


Eles invadiram a escola - e isso é bom. Mas é preciso parar de ficar só ensinando suas características


Todo dia, você acorda de manhã e pega o jornal para saber das últimas novidades enquanto toma café. Em seguida, vai até a caixa de correio e descobre que recebeu folhetos de propaganda e (surpresa!) uma carta de um amigo que está morando em outro país. Depois, vai até a escola e separa livros para planejar uma atividade com seus alunos. No fim do dia, de volta a casa, pega uma coletânea de poemas na estante e lê alguns antes de dormir. Não é de hoje que nossa relação com os textos escritos é assim: eles têm formato próprio, suporte específico, possíveis propósitos de leitura - em outras palavras, têm o que os especialistas chamam de "características sociocomunicativas", definidas pelo conteúdo, a função, o estilo e a composição do material a ser lido. E é essa soma de características que define os diferentes gêneros. Ou seja, se é um texto com função comunicativa, tem um gênero.


Na última década, a grande mudança nas aulas de Língua Portuguesa foi a "chegada" dos gêneros à escola. Essa mudança é uma novidade a ser comemorada. Porém muitos especialistas e formadores de professores destacam que há uma pequena confusão na forma de trabalhar. Explorar apenas as características de cada gênero (carta tem cabeçalho, data, saudação inicial, despedida etc.) não faz com que ninguém aprenda a, efetivamente, escrever uma carta. Falta discutir por que e para quem escrever a mensagem, certo? Afinal, quem vai se dar ao trabalho de escrever para guardá-la? Essa é a diferença entre tratar os gêneros como conteúdos em si e ensiná-los no interior das práticas de leitura e escrita. Essa postura equivocada tem raízes claras: é uma infeliz reedição do jeito de ensinar Língua Portuguesa que predominou durante a maior parte do século passado. A regra era falar sobre o idioma e memorizar definições: "Adjetivo: palavra que modifica o substantivo, indicando qualidade, caráter, modo de ser ou estado. Sujeito: termo da oração a respeito do qual se enuncia algo". E assim por diante, numa lista quilométrica. Pode até parecer mais fácil e econômico trabalhar apenas com os aspectos estruturais da língua, mas é garantido: a turma não vai aprender. "O que importa é fazer a garotada transitar entre as diferentes estruturas e funções dos textos como leitores e escritores", explica a linguista Beth Marcuschi, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
É por isso que não faz sentido pedir para os estudantes escreverem só para você ler (e avaliar). Quando alguém escreve uma carta, é porque outra pessoa vai recebê-la. Quando alguém redige uma notícia, é porque muitos vão lê-la. Quando alguém produz um conto, uma crônica ou um romance, é porque espera emocionar, provocar ou simplesmente entreter diversos leitores. E isso é perfeitamente possível de fazer na escola: a carta pode ser enviada para amigos, parentes ou colegas de outras turmas; a notícia pode ser divulgada num jornal distribuído internamente ou transformado em mural; o texto literário pode dar origem a um livro, produzido de forma coletiva pela moçada.
Os especialistas dizem que os gêneros são, na verdade, uma "condição didática para trabalhar com os comportamentos leitores e escritores". A sutileza - importantíssima - é que eles devem estar a serviço dos verdadeiros Conteúdos os chamados "comportamentos leitores e escritores" (ler para estudar, encontrar uma informação específica, tomar notas, organizar entrevistas, elaborar resumos, sublinhar as informações mais relevantes, comparar dados entre textos e, claro, enfrentar o desafio de escrevê-los). "Cabe ao professor possibilitar que os alunos pratiquem esses comportamentos, utilizando textos de diferentes gêneros", afirma Beatriz Gouveia, coordenadora do Programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

Fonte: Revista Nova Escola/ agosto 2009

terça-feira, 11 de maio de 2010

Artigo "Enunciação e Ensino" [pergunta]


"Enunciação e Ensino: a prática de análise linguística na sala de aula a favor do desenvolvimento da competência discursiva"(Tanara Zingaro e Valdir do Nascimento)


1. "Conforme a teoria de Bakhtin, a utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) (1992,p.279). Isto quer dizer que todo e qualquer uso de algum recurso linguístico deve ser estudado no âmbito da sua realização, em função da intenção do loucutor, da imagem que ele tem de seu ouvinte, da situação socio-história da qual faz parte. Elaborar um enunciado sob essas condições diz sobre seu estilo e caracteriza um gênero discursivo"


Sobre a noção bakhtiniana de gêneros discursivos, teça um paralelo entre a teoria analisada por Tanara e as sugestões dos PCNs (citadas no mesmo artigo) Comente ainda como podemos, em sala de aula, propor atividades de prática de análise linguística.

Artigo "Eixos da Reflexão" [pergunta]


"Eixo de Reflexão, conhecimentos linguísticos, análise linguística ou... ensino de gramática: o que propõem os PCNs, o que trazem os LDPs" (Daniela Manini)


1. "Os PCNs sugerem, como metodologia para o trabalho com os objetos de ensino da Língua Portuguesa, partir de atividades que envolvam o uso da língua, como produção e compreensão de textos orais e escritos em diferentes gêneros discursivos/ textuais, seguidas de atividades de reflexão sobre a língua e a linguagem a afim de aprimorar as possibilidades de uso. O tratamento didático proposto pode ser assim esquematizado:


USO → REFLEXÃO → USO"


Partindo dessa proposta dos PCNs, explique as sugestões e inferências que Manini faz sobre essa questão metodológica do ensino de Língua Portuguesa e compartilhe alguma experiência, projeto ou sequência didática que se baseia no esquema uso - reflexão- uso.



terça-feira, 4 de maio de 2010

Só... Ria! [Teatro "Os melhores do mundo"]

Queridos professores,

O vídeo acima é do grupo teatral "Os Melhores do Mundo", apresentação "Notícias Populares" e traz uma sátira sobre gramática normativa, usos e desusos da língua portuguesa, pleonasmos, etc. É bem interessante e engraçado!

Obs: O vocabulário dos atores é bem coloquial, com uso inclusive de um palavrão. Retenham o que é bom.

Agradeço a coordenadora Eleni Wordell pela escolha e envio do vídeo. Excelente!

:) Um abraço a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Menas, por favor [texto da Revista Época]




Queridos professores,

Sabe-se que cada variação linguística tem seu lugar de prestígio, seu espaço cultural, e deve ser valorizada, analisada, conhecida em toda sua riqueza vocabular, semântica e pragmática. Entretanto, a norma culta, a variante de prestígio, deve ser abordada e dissecada em nossa sala de aula. O projeto de análise linguística não é um "assassinato da gramática", mas uma perspectiva didática facilitadora, atual, coerente com os PCNs e com a língua viva a qual ensinamos. Nosso ponto de partida é o texto, seja ele oral ou escrito e em suas múltiplas variantes, com cada uma em seu lugar...

Leiam o texto da Mariana Shirai (Revista Época), é só acessar o link acima e deixem seus comentários.


;)

Um Abraço,

Sarah.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PROPOSTA 2 [Leitura - texto Rubem Alves]

DESENSINANDO O AMOR AOS LIVROS
Por: Rubem Alves

Quer ensinar um jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamentos.
A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer.
Em uma de minhas mudanças, um carregador disse: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros...”
Aquele carregador dizia em linguagem direta o que o que está dito na tarefa de fichar: Ler é uma tarefa penosa.
Em vez do fichamento peça que o aluno fale sobre as idéias dele, aluno, que aquele aluno o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se ele já foi escrito?
Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha.
Sua lição se aplica a pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.

Retirado do Livro: Ostra feliz não faz pérola.
Editora Planeta.


Reflexões:
1) Fichamento de livro faz aluno se apaixonar pelos livros?
2) Fichamentos, o único caminho para trabalhar leitura?
3) Quando é que o fichamento de um livro pode ser a melhor estratégia?

Gláucia Clara Korkischko Lima - Coordenadora ASM

Queridos professores,

Postem sua opinião sobre esse assunto. Vamos participar e aprender a melhorar nossa prática de ensino! Agradecemos a professora Glaúcia Clara pela excelente contribuição!

:)

PROPOSTA 1 [Questões de Análise Linguística]

Fonte: http://www.ravipropaganda.com.br/category/textos/
Proposta 01 (Prof. Delinha - MS): Questão(ões) para Leitura e Interpretação de Texto e Análise Linguística
1. Na estrutura do texto acima, ao observarmos
- o enunciador (com quem se fala) instalado explicitamente;
- algumas marcas gramaticais [segunda pessoa do discurso (tu/você); verbos no imperativo];
poderemos afirmar que o gênero textual predominante é:
A) Depoimento.
B) Publicitário.
C) Científico.
D) Poético.
E) História em quadrinhos.
OBs.: Para uma questão desse nível, o professor deverá ter estudado esse gênero, principalmente, os elementos que o compõem com os alunos.
2. Podemos entender, a partir do texto lido, que o Dia Internacional da Mulher é visto como uma data:
A) em memória da greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, em protesto contra as más condições de trabalho.
B) para ser comemorada por mulheres como cirurgiãs-plásticas, por exemplo.
C) reservada a mulheres que gostam de cuidar não só da saúde, mas também das emoções.
D) para a mulher se lembrar de cuidar não só do “bem-estar”, como do aspecto corporal.
E) para valorizar a mulher que tira tempo para a espiritualidade da família.

OBS.: Verificar a compreensão do texto lido.
3. Nota-se que o público-alvo da Scorpios, de acordo com o texto, poderá ser:
A) cirurgiãs-plásticas.
B) mulheres médicas em geral.
C) especialistas em dermatologia.
D) mulheres médicas em estética.
E) mulheres que se importam com a estética ( só até aqui ), entre outros atributos da beleza feminina.
(Eleni) - há algumas regras na elaboração de provas que os elaboradores de itens do ENEM observam: Não escrever uma das alternativas longa demais em relação às outras. Isso pode atrair os alunos para colocar essa alternativa como a resposta certa. Em razão disso negritei a afirmação que acho que deve permanecer. O restante da alternativa se for retirado, creio que não vai descaracterizar a alternativa.
Outra regra é : se as alternativas forem de tamanhos variados, colocá-las de forma trapezoidal.= da menor para a maior. Foi o que fiz em suas alternativas...Na questão abaixo, dei uma aumentada em alternativas que davam para fazer isso e as coloquei da menor para a maior..., até “cortei um pedaço” da alternativa certa para não induzir a resposta sobre ela.
Quem dá essa orientação é o prof. Mauro Rabelo da Unb ( especialista em elaboração de itens do ENEM). (Eleni)
4. Há uma quebra na uniformidade de tratamento dado aos pronomes usados no texto da Scorpios. Verifica-se esse equívoco na seguinte frase:
A) “Ainda há muito a se conquistar, mas existe muito a se festejar.”
B) “Venha participar de nossa homenagem às mulheres no dia 12/03/09...”
C) “Participe reservando seu horário com nossas atendentes, mas não perca tempo.
D) “Várias estações espalhadas pela Clínica irão te prestigiar com tratamentos corporais...”
E) “Além disso, você vai poder fazer uma avaliação com cirurgião plástico e com nossas médicas...”

OBS.: Se objetivo do professor for levar o aluno a reconstruir a frase de forma a uniformizar o uso do pronome em 3ª pessoa (você), poderá se utilizar da questão de nº 5 ignorar a questão de nº 4.
Mas se for medir o nível de atenção dos alunos, poderá utilizar as duas. É provável que alguns não sejam capazes de descobrir que uma responde a outra. Os mais espertos, com certeza, saberão na primeira leitura que fizerem das questões.
O ideal seria: se usar a primeira, não usar a segunda; pois esta responde aquela.

OBS.: Verificar a compreensão do texto lido; bem como o conhecimento dos elementos que o compõem.
5. Sendo assim, o trecho destacado na frase “Várias estações espalhadas pela Clínica irão te prestigiar com tratamentos corporais, faciais e de bem estar” poderá ser reescrita da seguinte forma:
A) ...irão vos prestigiar...
B) ...irão lhes prestigiar...
C) ...irão prestigiá-la...
D) ...irão prestigiar-lhe...
E) ...irão nos prestigiar...

Obs. Redigir trechos do texto que precisar de ajustes gramaticais.

6. Se considerarmos que o gênero publicitário faz uso da “função conativa (apelativa) da linguagem”, devemos priorizar o interlocutor instalado no texto (pessoa com quem falamos). Nesse caso, a Scorpios utiliza-se, predominantemente, da:
A) primeira pessoa gramatical (plural): nós.
B) segunda pessoa gramatical (singular): tu
C) terceira pessoa gramatical (singular): ele/ela
D) primeira pessoa gramatical (singular): eu
E) terceira pessoa gramatical (singular): você

Obs. Utilizar elementos de composição do texto.

7. Nota-se que, no texto, há equívoco na grafia de uma palavra. Isso ocorre no termo:
A) bem estar
B) festejar
C) prestigiar
D) próximo
E) homenagem
OBS.: Pode se discutir que esse equívoco ocorre como resultado das mudanças na ortografia de algumas palavras. Mudanças não tão bem conhecidas de alguns usuários da língua.
Vejam a opinião do professor Cláudio Moreno:

"Toda vez que construímos um vocábulo composto formado de [bem + outro vocábulo], temos de usar o hífen: bem-aventurado, bem-querer, bem-vindo, bem-estar, bem-me-quer, etc. Nota que esta é uma regra específica para o elemento bem. Por isso, em faixas, em pórticos, em cartazes, escrevemos sempre (deveríamos ...) bem-vindo, bem-vindos. Existe Benvindo, mas só como nome próprio, como o famoso escultor renascentista Benvenuto Cellini ."
http://198.106.73.59/06/06_bemvindo.htm

OBS. FINAL: Não propus questões de inferência por considerar uma habilidade para ser trabalhada mais adiante nessa proposta.
Queridos Professores,


Segue acima questões de leitura e análise linguística, propostas pela Professora e Mestre em Linguística Deusdélia de Almeida Pereira (Delinha) e com a contribuição enriquecedora da Coordenadora da União Centro-Oeste Brasileira das Escolas Adventistas (Ucob), professora e mestranda em Educação, Eleni Wordell.

Contibua através de comentários, sugestões com a intenção de melhorar essa proposta inicial. O objetivo é a criação de um banco de dados para servir à área de língua portuguesa da Ucob, portanto, você também pode disponibilizar neste espaço suas propostas e ideias.

Enviem para os e-mails das mediadoras do blog (professoras Geiza e Sarah) e participe!

Vamos crescer juntos!


:) Tenham todos uma feliz semana!
Que DEUS nos abençoe!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Seja Bem-vindo!

BLOG ABC IDEIAS BORBULHANTES!


SEJA BEM-VINDO!




O Blog ABC Ideias Borbulhantes tem a intenção de promover um espaço educomunicativo de troca de experiências, projetos e leituras. Aqui você encontrará dicas de livros e filmes, sugestões de atividades, textos interessantes para o seu enriquecimento teórico, editoriais, artigos, produção literária, comunicados e muito mais!!! Participe enviando seu texto, ideia ou sugestão para os e-mails abaixo!


Ideias Borbulhantes foi desenvolvido para difundir e compartilhar a proposta de Análise Linguística, Gêneros Textuais, Leitura e Produção de textos orais e escritos. Também fornecerá uma capacitação continuada para as professoras de Língua Portuguesa, Literatura e Produção de texto das Escolas Adventistas da Associação Brasil Central (ABC). Entretanto, se você não pertence a esse grupo, também pode interagir! Sinta-se em casa!

IDEALIZADORAS:

GEIZA PEDROSA SANTOS
(Pedagoga - Coordenadora Pedagógica Geral da Escolas Adventistas da Associação Brasil Central)


SARAH SUZANE BERTOLLI
(Professora de L.P, Produção de Texto e Literatura na Rede Adventista - Multiplicadora ABC