terça-feira, 11 de maio de 2010

Artigo "Enunciação e Ensino" [pergunta]


"Enunciação e Ensino: a prática de análise linguística na sala de aula a favor do desenvolvimento da competência discursiva"(Tanara Zingaro e Valdir do Nascimento)


1. "Conforme a teoria de Bakhtin, a utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) (1992,p.279). Isto quer dizer que todo e qualquer uso de algum recurso linguístico deve ser estudado no âmbito da sua realização, em função da intenção do loucutor, da imagem que ele tem de seu ouvinte, da situação socio-história da qual faz parte. Elaborar um enunciado sob essas condições diz sobre seu estilo e caracteriza um gênero discursivo"


Sobre a noção bakhtiniana de gêneros discursivos, teça um paralelo entre a teoria analisada por Tanara e as sugestões dos PCNs (citadas no mesmo artigo) Comente ainda como podemos, em sala de aula, propor atividades de prática de análise linguística.

6 comentários:

  1. Enunciação e Ensino

    O tabalho feito por Tanara e Valdir mostra que Bakhtin é um dos estudiosos que tem se destacado pela dedicação em "trazer sugestões" de como trabalahar a prática das propostas dos PCNs.Nesse trabalho,os autores não se propõem a criticar os PCNs mas contribuir na mediação entre a teoria e a prática docente.Segundo os autores,só é possível trabalhar Análise Linguística, de forma correta, se houver uma boa formação continuada por parte dos docentes e também estudos direcionados para os estudantes de Licenciatura.
    Tanto os PCNs quanto a teoria Bakhtiniana propõem que os textos não devem ser trabalhados isoladamente pois é através dos textos que ocorre o aprimoramento da leitura e da escrita,bem como da análise e da reflexão.
    A Análise Linguística deve ser feita através dos textos e no momento de sua utilização,cabe ao professor"não restringir ao estudo da oração mas deve comtemplar a linguagem no seu aspecto de enunciado".
    Ao invés de fazermos sempre as mesmas perguntas em relação aos textos,devemos utilizar de outras abordagens,que tornem prazerosos os momentos de Leitura e Análise Linguística.No artigo há exemplificação de como utilizar um texto de maneira bem divertida e eficiente.

    Em sala de aula,podemos buscar textos,dentro da nossa filosofia, que despertem a curiosidade e que ao mesmo tempo instruam e enriqueçam o vocabulário de nossos alunos.
    Analisando as discussões propostas,percebi que temos uma missão muito importante e, ainda maior,como educadores.Não aprendemos a fazer Análise Linguística,aprendemos da maneira conhecida como tradicional.Mas nunca é tarde para mudar deixar de praticar os velhos hábitos.
    Nossa missão pode não ser fácil mas se Deus nos escolheu,façamos o nosso melhor!

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  2. Parabéns pelo envolvimento Fátima.
    Geiza

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  3. A exposição do conteúdo linguistico em sala deve envolver o aluno de forma dinâmica e efetiva, pois não se trata de um aluno passivo. É necessário a reflexão sobre o texto como contexto. A gramática fora desse contexto não é eficaz e, por isso, deve ser exonerada da prática pedagógica. A gramática, precisa ser apresentada ao discente como parte do seu cotidiano. A metodologia de ensino da língua, deve ser reformulada pela comunicação verbal a partir das experiências práticas do indivíduo. Durante muitos anos, a linguística desenvolveu estudos tendo por base a fala como efêmera e individual. Contudo, a construção do sentido dos enunciados não se faz a partir da significação isolada de cada um dos seus componentes. Cada enunciado é uma realização concreta, única e histórica. Uma das experiências que ilustram a retomada do ensino pela perspectiva enunciativa, são os ANÚNCIOS, pois trazem uma linguagem sincrética e perguntas como:
    pra quem se dirige o anúncio;
    qual o público;
    quais as marcas da oralidade;
    quais as estratégias de persuasão;
    se a linguagem usada é formal ou informal;
    se a variedade lnguística escolhida por esse veículo é padrão e muitos outros questionamentos podem aparecer inclusive por parte desse aluno, pois elementos internos participam da construção do sentido global do texto.
    É proeminente que haja abertura e disposição para efetivar as mudanças necessárias. OS PCNs explicitam a defesa do enfoque enunciativo da língua, estimulando assim, um processo de renovação.

    Profª Célia Regina - CGA

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  4. Olá, meu nome Laysla Ribeiro. Sou professora de Língua Portuguesa da Escola Adventista de Anápolis. Peço desculpa pela a minha falta na capacitação e por só agora estar postando meu comentário.

    Bom, aprendi muito com o estudo feito por Tanara e Valdir. Achei interessante como eles colocam que “não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos, letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudos gramaticais e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto”, concordo plenamente com essa afirmação e acredito que o aluno precisa ver uma gramática contextualizada para que os estudos gramaticais não lhe pareçam algo distante e isolado.

    A educação está comprometida com o exercício da cidadania e para isso precisa criar condições para que o aluno possa desenvolver sua competência discursiva, e ele só desenvolvera tal capacidade mediante uma reflexão sobre o funcionamento da língua, fato que só ocorrerá se o aluno compreender a gramática como um todo e não análises isoladas.

    Confesso que acho difícil romper com a gramática tradicional, já que essa nos acompanhou durante nossa formação básica, mas creio que como professores precisamos nos aperfeiçoar a cada dia e buscar propor atividades que privilegiei o uso dessa gramática contextualizada e despertem o interesse de nossos alunos.

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  5. Bakhtin traz a indagação do que é gênero discursivo e seus pontos. Para a aplicabilidade dos conceitos teóricos temos que ter noção e conhecimento da nossa realidade(nosso aluno) porque o enunciado depende da comunicação verbal, da esfera, do gênero e a partir deste enunciado buscaremos(professor e aluno) a noção de gramática, isto sem fugir daquilo que os PCNs trazem: "uma prática que parte da reflexão produzida pelos alunos mediante a utilização de uma terminologia simples e se aproxima, progressivamente, do conhecimento gramatical produzido."

    Tanara Zingado dá uma sugestão para prática de análise linguística em sala de aula muito interessante, pois trabalha o texto na análise/gênero/desenvolvimento da competência discursiva, ou seja, trabalha a formulação/explicitação.


    Obrigada! Profa. Sandra

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  6. Agradeço as professoras Célia, Laysla e Sandra pelo envolvimento!
    Que Deus continue nos dando sabedoria! Parabéns pelas respostas conscientes e reflexivas!
    Bjins,
    Sarah.

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