quinta-feira, 22 de abril de 2010

Menas, por favor [texto da Revista Época]




Queridos professores,

Sabe-se que cada variação linguística tem seu lugar de prestígio, seu espaço cultural, e deve ser valorizada, analisada, conhecida em toda sua riqueza vocabular, semântica e pragmática. Entretanto, a norma culta, a variante de prestígio, deve ser abordada e dissecada em nossa sala de aula. O projeto de análise linguística não é um "assassinato da gramática", mas uma perspectiva didática facilitadora, atual, coerente com os PCNs e com a língua viva a qual ensinamos. Nosso ponto de partida é o texto, seja ele oral ou escrito e em suas múltiplas variantes, com cada uma em seu lugar...

Leiam o texto da Mariana Shirai (Revista Época), é só acessar o link acima e deixem seus comentários.


;)

Um Abraço,

Sarah.

4 comentários:

  1. EQUILÍBRIO é a palavra ideal para esse embate. Não se trata de negar algo em detrimento de outro, mas sim encontrarmos uma maneira eficiente de letrar o ser social para que ele seja capaz de se comunicar com eficiência em diferentes situações do cotidiano.
    Estudar, agir, refletir a ação e voltar ao início do ciclo.Só assim conseguimos crescer.

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  2. A impressão que se têm é de retrocesso em tudo o que já se construiu,concordo em respeitar a variedade linguística de cada região mas o bom senso deve prevalecer.Nem tudo o que ouvimos deve ser considerado verdade e nem tão pouco deixar ser levados.Acredito nos ótimos profissionais brasileiros e naum povo que tem vontade de crescer.

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  3. Gostaria de comentar sobre a reportagem da revista Época - Menas, por favor!A língua portuguesa não deve ser considerada como mais um fator de exclusão social. A comunicação surgiu antes da língua escrita. Assim como nós mudamos e amadurecemos, a língua também sofre mutações, pois é viva. A exposição “Menas, por favor!” idealizada pelo linguista Ataliba Teixeira de Castilho, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), cumpre seu papel social, mas, como professora de língua portuguesa, causa-me certa apreensão. É preciso esclarecer com proeminência os objetivos da língua enquanto fator de comunicação social, mas a norma culta não pode ser desvalorizada. Claro, o que é norma padrão hoje pode se tornar norma culta amanhã. Dependerá do uso, mas é preciso haver um padrão. Assim como nos vestimos de maneiras diferentes dependendo do círculo social que estamos, a língua também deve ser “vestida” de maneira adequada. Não é questão de certo ou errado, mas de interação entre os falantes.
    Concordo com a Geisa, quando diz:"Equilibrio é a palavra idela para esse embate"!

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  4. Parabéns pelos comentários, professoras!!! É maravilhoso saber que temos em nossa rede educadoras conscientes, com uma prática de ensino reflexiva e equilibrada. Devemos ensinar o respeito pelas múltiplas variantes linguisticas, mas a norma culta deve compor nossa metodologia através do texto, principalmente.
    :)
    Exposições como essa "Menas"são importantes para aguçar nosso senso de criticade. Retenham o que é importante. Abraço.

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